terça-feira, 15 de março de 2011
Ébrio & Idílico Nº 1
Se uma vez me disseram
que a paixão era errática
e o coração, medido,
esqueceram de avisar
o cuidado de se ter
ao cruzar a ponte
que separa o rio romântico
do vulcão passional.
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Sérgio Costa
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19:09
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Encenar é viver?
O show deve continuar.
Esse show da vida, quase sempre
sem platéia nem aplausos calorosos...
mas, com certeza, cheio de trabalho
e suor por detrás das cortinas,
de seus panos a quem o coração
recorre pra enxugar seu suor
e por onde o corpo há de transpirar
o todo necessário para o ato seguinte,
curiosamente intitulado:
"Apesar de tudo, viver".
Esse show da vida, quase sempre
sem platéia nem aplausos calorosos...
mas, com certeza, cheio de trabalho
e suor por detrás das cortinas,
de seus panos a quem o coração
recorre pra enxugar seu suor
e por onde o corpo há de transpirar
o todo necessário para o ato seguinte,
curiosamente intitulado:
"Apesar de tudo, viver".
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Sérgio Costa
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20:26
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Ao meu amigo André França:
O que haverá de tão temível
se temos a amizade e já cruzamos todas
as fronteiras da falta de palavras?
O medo já se foi, irmão,
e teremos sempre um amanhã
da nova estrada.
Vem, segura minha mão de novo
e não solta mais.
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Sérgio Costa
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10:20
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Pisar com força não adianta
Porque não passam de passos na areia, meu bem,
aquilo que a gente só foi por uns dias.
aquele caminho marcado e o castelo levantado -
frágil brincadeira de sonhar e se banhar
de sol e de mar.
Mas o mar volta....
Sim, sempre volta pra nos fazer
querer deixar mais passos ingênuos
nas areias da eternidade!
E o sol também
fazendo brilhar cada cor
dos momentos que somente
nossos olhos fotografam.
Postado por
Sérgio Costa
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20:15
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
"Baby"
I kept my promise, and I'll always do.
There's no one who deserves being called this way.
"To the laws your hand writes,
I undoubtedely abide"
Dreamt of you tonight.
Kisses,
Me
There's no one who deserves being called this way.
"To the laws your hand writes,
I undoubtedely abide"
Dreamt of you tonight.
Kisses,
Me
Postado por
Sérgio Costa
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07:03
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Visibilidade
O cara era de muitos "amigos". Saídas - ainda sem bebida - sushis, shoppings, aniversários das meninas (onde poucas pareciam dar bola pra ele) e lugares influentes.
Isso era adolescência, e ele ainda não despertara para o sentido de status. Os amiguinhos viajavam pra Europa, compravam coisas caras, seus pais eram influentes, bla bla bla...
E ele, humilde. Se sentia tanto excluído quanto "sem sal".
Por quê? Tantas coisas boas que tinha a ensinar, tanto de poesia, artes, literatura, astronomia, cultura pop, tecnologia...! Não era isso que lhe exigiam, estar sempre "antenado"?
Faltava-lhe a beleza? Talvez não. Era magro, alto, porém com feições de menino, apesar da maturidade mais avançada que de qualquer outro no grupo.
Faltava-lhe aquilo que os outros tinham e ele não sabia explicar.
Acabou a adolescência, todos vão pra faculdade e cada um procura sua turma.
Por quê? Quando foi que se separaram?
Hoje, têm necessariamente de se comunicar por este mundo virtual, tão seco e frio?
Vivem na mesma cidade, a maioria... alguns já trilharam o caminho do sucesso e estão se aventurando mundo afora. Estudaram em faculdades ricas e realmente já tinham seu destino escrito.
Esse mundo é cheio de caminhos, atalhos, bifurcações.
Por quê a gente têm de se perder, mesmo estando tão perto?
Será a vida uma história escrita com um capítulo obrigatório sobre separação, outro sobre ilusão? E, de bônus, outro intitulado "as pessoas não gostam realmente de estar perto de você pois você é descartável"?
Há de se pensar numa forma de reunir todos aqueles que, um dia, passaram momentos felizes juntos. E que sem razão aparente, hoje distanciaram-se em assuntos e costumes, mas não geograficamente.
E neste dia, talvez numa mesa de bar, rir de todas essas razões ridículas que os separaram.
Isso era adolescência, e ele ainda não despertara para o sentido de status. Os amiguinhos viajavam pra Europa, compravam coisas caras, seus pais eram influentes, bla bla bla...
E ele, humilde. Se sentia tanto excluído quanto "sem sal".
Por quê? Tantas coisas boas que tinha a ensinar, tanto de poesia, artes, literatura, astronomia, cultura pop, tecnologia...! Não era isso que lhe exigiam, estar sempre "antenado"?
Faltava-lhe a beleza? Talvez não. Era magro, alto, porém com feições de menino, apesar da maturidade mais avançada que de qualquer outro no grupo.
Faltava-lhe aquilo que os outros tinham e ele não sabia explicar.
Acabou a adolescência, todos vão pra faculdade e cada um procura sua turma.
Por quê? Quando foi que se separaram?
Hoje, têm necessariamente de se comunicar por este mundo virtual, tão seco e frio?
Vivem na mesma cidade, a maioria... alguns já trilharam o caminho do sucesso e estão se aventurando mundo afora. Estudaram em faculdades ricas e realmente já tinham seu destino escrito.
Esse mundo é cheio de caminhos, atalhos, bifurcações.
Por quê a gente têm de se perder, mesmo estando tão perto?
Será a vida uma história escrita com um capítulo obrigatório sobre separação, outro sobre ilusão? E, de bônus, outro intitulado "as pessoas não gostam realmente de estar perto de você pois você é descartável"?
Há de se pensar numa forma de reunir todos aqueles que, um dia, passaram momentos felizes juntos. E que sem razão aparente, hoje distanciaram-se em assuntos e costumes, mas não geograficamente.
E neste dia, talvez numa mesa de bar, rir de todas essas razões ridículas que os separaram.
Postado por
Sérgio Costa
às
05:41
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